No último dia 25 de janeiro, em pleno feriado do aniversário de São Paulo e às vésperas do Carnaval, quando a maioria dos paulistanos estava mais preocupada em como aproveitariam o resto de férias ou onde curtiriam a festa que se aproximava, uma pesquisa do Ibope, encomenda pela ONG Nossa São Paulo, sobre a visão do cidadão a respeito da cidade de São Paulo passou quase despercebida.
No levantamento, 55% dos habitantes da capital paulista disseram que deixariam São Paulo para viver em outra cidade se tivessem chance. Os motivos para tamanha desilusão a própria pesquisa revela.
95% afirmam que existe corrupção na política da cidade.
87% consideram a cidade pouco ou nada segura para morar.
77% consideram que os investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos.
54% dizem que a Prefeitura está entre às menos confiáveis das instituições. (Este dado nem é mencionado pelo Estadão).
70% acham a saúde pública ruim.
55% estão insatisfeitos com o transporte público.
60% também consideram ruim a educação pública.
61% estão insatisfeitos com a habitação popular.
6,7% foi a nota média atribuída à qualidade de vida na cidade.
Como se vê, um verdadeiro balanço que questiona diretamente o poder público municipal e estadual (vale a pena destacar que segundo a pesquisa o governo federal e a igreja encabeçam o ranking das instituições que mais trazem melhorias à vida dos cidadãos).
Quatro anos antes da divulgação dessa pesquisa, um levantamento semelhante feito pelo Datafolha apontava números bem diferentes, como, por exemplo, a saúde pública era considerada ruim por 55% dos paulistanos (hoje são 70% que reprovam a área) e a nota dada pela população à qualidade de vida da capital era 7,7(hoje é 6,7), o transporte público era reprovado por 36% (55%, na pesquisa deste ano).
Em outras palavras, na opinião de todos os paulistanos a administração Serra/Kassab deixou a capital bem pior.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
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