O prefeito Kassab assinou no dia 11 de abril deste ano o decreto regulamentando o Fundo Municipal de Trânsito, criado em julho do ano passado através de projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal pelo próprio poder Executivo. A demora para regulamentar o tal fundo demonstra uma inapetência inacreditável de Kassab para o trabalho (demorar quase nove meses para assinar um decreto é muita preguiça).
Com o fundo, que hoje acumula algo em torno de R$265 milhões, a prefeitura deveria financiar obras de infra-estrutura viárias, a exemplo dos corredores exclusivos, fundamentais para garantir maior rapidez e agilidade ao transporte coletivo sobre rodas (ônibus) na capital. Deveria, porque o prefeito já anunciou que irá os recursos do Fundo para financiar a instalação de chips em toda frota de mais de 6 milhões de automóveis de São Paulo.
Em outras palavras, ao invés de investir na melhoria do transporte público, o prefeito Kassab prefere fiscalizar os veículos particulares, com o objetivo anunciado de retirar de circulação os carros que não estão em dia com o IPVA (imposto estadual, arrecadado pela máquina tributária do chefe e mentor do nosso alcaide, o governador José Serra).
O que a prefeitura ainda não disse, nem vai dizer em ano eleitoral, é que a implantação dos chips é o primeiro passo para a cobrança do famigerado pedágio urbano. Usando o mesmo sistema que já funciona nas rodovias pedagiadas estaduais, os chips vão permitir que a CET saiba quais são o carros que estão circulando nos mais de 800 quilômetros de vias monitoradas.
Como dissemos ontem (ver post "O pedágio vem aí") , os paulistanos que ainda acreditam em Kassab e que essa história de cobrar pedágio já foi descartada, que pague pra ver. Eu é que não pago.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
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