Grita São Paulo

Aqui o cidadão paulistano tem voz

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Trânsito só piora na Mooca

O trânsito, realmente, só faz piorar em São Paulo. E é, sem dúvida, o principal motivo dos gritos que ecoam neste blog. A leitora Laila Guilherme foi mais uma pessoa que resolveu botar a boca no mundo e denunciar o descaso das autoridades com o bairro onde mora. Ela até fala que houve mudanças na orientação do tráfego de veículos no bairro, mas, ao invés de melhorar, a situação piorou. Leia o grito de Laila aí abaixo:


Já há tempos escrevo para jornais e rádios e nada de solução. Ao contrário, a CET fez mudanças, e foi pra pior. Falo do perímetro entre a Avenida Alcântara Machado (Radial Leste) e Ruas Visconde de Parnaíba, Dr. Almeida Lima e Rua do Hipódromo.

Há tempos peço que todas as ruas sejam de mão única, já que é permitido estacionar dos dois lados, inclusive nas ruas Frei Gaspar e Ipanema. Fizeram mudanças, para pior: há trechos da mesma rua em que a mão é dupla e outros em que a mão é única, nas Ruas Frei Gaspar, Visconde de Parnaíba, Dr. Almeida Lima e Almirante Brasil.

No perímetro, há a Universidade Anhembi-Morumbi, o Metrô Bresser, várias linhas de ônibus e novos prédios residenciais, e muito trânsito de carros e de caminhões, já que ainda existem muitos galpões e fábricas.

Em todas as ruas é permitido estacionar dos dois lados e há horários em que a espera de farol para atravessar a Radial pela Rua do Hipódromo ou pela Almirante Brasil, dependendo do sentido, dura uma enormidade de tempo.

Além disso, há muitos buracos e o asfalto está totalmente irregular, precisando de recapeamento.

Laila Guilherme - Mooca

terça-feira, 20 de maio de 2008

GRITARIA GERAL

Está todo mundo gritando. Ainda bem.

O Grita São Paulo está cumprindo o seu propósito de ser um canal para os paulistanos que realmente amam esta cidade exporem suas críticas e opiniões sobre ela. Os leitores abaixo escreveram para o nosso blog com suas sugestões, que, desta vez, eu mesmo postarei. Mas já aviso que, para facilitar o acesso daqueles que querem postar seus comentários, estou colocando o ícone aí em cima exclusivamente para isso. Peço, que, para garantir a credibilidade das postagens, sempre que possível, escreva seu nome e sobrenome. Também solicito aos gritadores que evitem ofender a quem quer que seja (por mais que as ofensas sejam justificáveis), pois, como responsável por este blog, não quero ser processado.

João Carlos Damasceno Assmar


Marginal Interlagos

O leitor que assina como Paulo São Paulo, fez ecoar o seguinte grito:

"Olá,

Gostaria de lembrar aos governantes desta cidade que nós não precisamos mais de Interlagos, pois agora temos a Marginal Tietê. É isso mesmo, é só nossos políticos andarem pela marginal após as 22h e eles vão encontrar um autêntico Interlagos. Tem de tudo, corrida de caminhão com direito a usar todas as faixas e apertar os carros pequenos, tem ônibus e carros costurando e tirando racha.

Oh governantes, vamos ver se fazem alguma coisa!"

Paulo São Paulo

Plano de Carreira

Já o leitor que se identifica como Stálin, provavelmente um servidor público municipal da área da Saúde, brada contra o novo plano de carreira proposto para categoria pela Prefeitura. Sobre este post, quero esclarecer, mais uma vez, que nosso blog não ostenta qualquer tipo de coloração político-partidária (tenho a minha preferência, mas ela não cabe neste espaço, que é, antes de tudo, plural e democrático). Mas como o "camarada" ainda não estava ciente disso, vai o texto dele na íntegra.

"Coloque aí que essa gestão, eleitoreiramente, está colocando em vigor o novo plano de carreiras dos funcionários da saúde. É um plano eleitoreiro porque o Serra, quando entrou, parou as negociações - em fase final no governo da Marta. Agora, no último ano, eles vêm com esse agradinho para tentar conquistar os votos dos funcionários municipais da Saúde. Prá arrematar, puxaram o saco dos médicos, criando uma tabela de salários especiais para eles, sendo que quem carrega a Saúde nas costas são os outros profissionais de nível superior, os de nível médio e os operacionais. Mas quem dá visibilidade é o médico, mesmo ausente do local de trabalho durante o expediente. Isso é histórico e cultural no Brasil, infelizmente. Por um lado terceirizam tudo na saúde e por outro colocam em vigor esse PCCS da Saúde. É uma grande contradição desse governo tucano-pefelê.

Parabéns e saudações.

Stálin!"

Abrace essa iniciativa

Por fim, o leitor Mauro Scarpinatti, lembra dessa iniciativa que todos nós temos que apoiar, pois trata da defesa da represa que abastece de água ais de 4 milhões de paulistanos. Para quem não sabe, o Rio Pinheiros, que vemos cortar nossa cidade com toda sua sujeira e poluição, deságua na Guarapiranga. Por isso, vale à pena gritar, e gritar bem alto, pela defesa da Barragem do Guarapiranga.

"Por favor, ajude a divulgar o Abraço à Guarapiranga, envie essa mensagem para sua lista de contatos."

Mauro Scarpinatti


Buracos

"Olha só, em plena Avenida Paulista uma buraqueira na calçada e um bueiro aberto faz um tempão. Será que só que anda na rua vê? Ou porque é uma rua um pouco escondida e não interessa arrumar? Bom ,neste local também temos várias pessoas em situação de rua, seres humanos que a prefeitura abandona ou faz a tal de higienização jogando água ou dando um jeito de expulsá-los na marra, porque cuidar destes excluídos jamais, isso não é coisa para a prefeitura fazer, eles que estão em situação de rua, são bêbados e não querem trabalhar: Vagabundos. Bom ainda bem que a eleição está próxima e aí poderemos pensar melhor nas propostas dos candidatos.
Isso é o que quero: Gritar bem alto. Outros gritos virão."

Victor Zacharias


segunda-feira, 19 de maio de 2008

R$400 milhões gastos em serviço que não funciona

Achei ótima a iniciativa desse blog de abrir um espaço para gente como eu poder contar um pouco da experiência, muitas vezes negativa, de viver em São Paulo. A que contarei a seguir é uma delas. O curioso foi ler no jornal de hoje (19) que o motivo de minha queixa é comum a milhões de paulistanos que diariamente dependem do sistema de transporte público da cidade.

Falo do novo sistema de informação aos usuários dos terminais de ônibus, que quando foi anunciado, confesso, achei que seria a oitava maravilha do mundo. Mas, como quase tudo que se faz ou se anuncia nesta cidade em benefício do cidadão que depende de transporte público, o serviço não passa de um engano.

Na última sexta-feira, eu cheguei às 6h30 ao terminal de Santo Amaro para pegar um ônibus para a Estação Bandeira. No terminal, o painel eletrônico que deveria informar o horário de partida do ônibus, dizia que o meu coletivo sairia às 6h43. Fiquei animada com o grau de eficiência da minha cidade. Um painel marcando uma hora precisa para a condução sair era uma coisa que pensei que jamais veria em minha vida. Isso para mim era coisa da Europa.

Acontece que a minha grata surpresa e alegria, aos poucos, deu lugar a decepção, frustração e revolta. Deu 6h43, 6h45, 6h50 e o ônibus não apareceu. E, o pior, o painel eletrônico continuava a dizer que o ônibus sairia às 6h43. As 6h51 o meu ônibus já não constava na tela do painel. Aliás, todos os horários de linhas deixaram de ser exibido. Felizmente, apesar da falta de informação, o ônibus chegou às 7h05 e pude seguir meu caminho.

Hoje, os jornais estampam que o Sistema Olho Vivo, ao qual estão integrados esses painéis eletrônicos dos terminais, custou a bagatela de R$400 milhões. Imaginem. R$400 milhões gastos num sistema que não funciona. Antes a prefeitura torrasse essa grana na construção de novos corredores de ônibus. Pelo menos a gente andaria mais rápido.


Carla Maria Miranda

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Por que o paulistano gosta tanto do trabalho


Todos os dias eu demoro, aproximadamente, duas horas e meia para ir da minha casa, em Cangaíba, na Zona Leste, até o meu trabalho, em Perdizes, na Zona Oeste. Acompanhe meu drama cotidiano, que, creio, deve ser semelhante ao de milhões de paulistanos:

Acordo diariamente às 6h e saio de casa às 6h30. Como em minha rua não tem transporte coletivo, ando pelo menos uns 15 minutos até o ponto, onde pego um ônibus lotado que demora uns 45 minutos (30 minutos só para percorrer uns 5 quilômetros da Avenida Celso Garcia, onde o corredor virtual é tão virtual que não funciona) até chegar a Estação Tatuapé do metrô.

No metrô, só consigo pegar o quarto ou o quinto trem (uma espera média de 15 minutos), devido ao mundo de gente que se amontoa na estação.

Uma vez no metrô, são mais 20 minutos de viagem até a Estação da Sé, onde encaro outro sufoco. É um empurra-empurra danado. Um tal de sai de cima do meu pé, perdão aqui, desculpe ali, chega essa bolsa pra lá minha senhora, que demora outros 15 a 20 minutos até que, finalmente, entro num vagão apertadíssimo que, em uns 10 minutinhos, me leva até o Paraíso. Paraíso, aliás, só no nome, porque o inferno continua. É uma confusão dos diabos, mas como meu horário já está apertado mesmo, faço como o Caetano no Carnaval da Bahia: pego o cotovelo e saio abrindo caminho. Em cinco minutos já estou num vagão da Linha Verde que me deixa na Estação Sumaré, de onde parto para outra caminhada de 15 minutos até, finalmente, chegar ao trabalho, lá pelas 9h.

Depois de uma extenuante jornada de oito horas, com uma hora de intervalo para o almoço, finalmente me sinto recuperado para fazer o mesmo percurso, só que no sentido contrário.

Depois, o resto do Brasil não sabe o porquê do paulistano gostar tanto do trabalho. É porque lá a gente descansa do sufoco que é se locomover nessa cidade.

Leonardo Carmo de Oliveira

terça-feira, 13 de maio de 2008

Última chamada


Está confirmado, o octagenágio do Rock'n Roll, Chuck Berry (81 anos) se apresenta aqui em Sampa, no dia 19 de junho. O show do pai do Rock será no dia 19 de junho, no HSBC-Brasil. Aproveitem essa oportunidade de assistir, pois, muito provavelmente, não teremos outra chance para ouvir Roll Over Beethoven ou Johnny B Goode da boca do criador dessas pérolas.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Natalini, trabalhe mais e converse menos

Anteontem (07/05), o vereador Gilberto Natalini (PSDB) escreveu um artigo na Folha de S. Paulo, desancando a gestão do trânsito na capital, durante o governo de Marta Suplicy. Sem entrar no mérito da disputa eleitoral deste ano, que deverá colocar em cantos opostos do ringue o candidato de Natalini, o atual prefeito Gilberto Kassab, e a própria Marta, faço a seguinte sugestão ao nobre edil:

Natalini, meu filho, trabalhe mais e converse menos. Ao invés de desperdiçar o tempo criticando o passado, use o que lhe resta de mandato na Câmara Municipal para propor ações que possam melhorar o trânsito insuportável desta cidade.

Veja abaixo o trecho do artigo de Gilberto Natalini:

(Artigo Gilberto Natalini – Trânsito: o PT não aprendeu nada – FSP 07/05/2008): "Com Marta Suplicy, os petistas administraram São Paulo por quatro anos, instalaram o caos no trânsito da cidade e, embora não tenham aprendido nada, querem agora dar lições, como tentou nesta Folha o ex-secretário Carlos Zarattini (...) Em sua amnésia, apagaram até certas manchetes desta Folha: "Trânsito: conserto de semáforo tem só 40% da equipe" (5/3/02); "Gestão Marta tira R$ 207 mi do trânsito" (17/3/04); "Improviso e congestionamento marcam estréia de túnel e corredor na Rebouças" (14/9/04)... A cidade, felizmente, tem memória. Quem vive em São Paulo se recorda de que a CET foi sucateada pela gestão petista. Por falta de manutenção do total de 692 veículos da frota da empresa, 300 estavam perdidos no início de 2005. Dos 392 restantes, 164 estavam enguiçados e 228 rodavam em condições precárias. A situação dos semáforos inteligentes era ainda pior: apenas 140 funcionavam, de um total de 1.256. Ao fim do governo PT, a CET sofreu sua pior crise, com apenas R$ 312 mil em caixa, contra compromissos previstos de R$ 4,3 milhões no mês seguinte. (...)"

Agora, compare com trechos da matéria veiculada, há bem pouco tempo, na própria Folha de São Paulo sobre a condução do trânsito paulistano na atual gestão:

"SP prioriza o trânsito, mas esquece a CET – FSP 13/04/08": "Aumento da proibição de estacionamento nas ruas, estudo para a ampliação do rodízio de veículos, restrição mais severa à circulação dos caminhões. Enquanto discute ou adota projetos polêmicos para atenuar a piora dos engarrafamentos na cidade de São Paulo, a gestão Gilberto Kassab ainda não resolveu deficiências básicas de controle do trânsito – definidas por especialistas como lição de casa elementar."

Frota: "Se a prefeitura considera um carro de dez anos velho, a ponto de taxistas serem proibidos de trabalhar com algum deles, a frota da CET contraria a lógica: tem veículos com até 14 anos. Na média, a idade é de 8,2 anos. Não é à toa que um em cada cinco veículos da companhia fica na oficina, em manutenção. Numa das gerências, só 67% da frota estava disponível no dia 8. Em 1999, já passou de 90%." (FSP 13/04/08)

Guinchos: "O quadro de serviços básicos em condição precária abrange também a falta de guinchos terceirizados para a remoção de veículos estacionados em lugar proibido – suspensos desde 2004 e não retomados ainda." (FSP 13/04/08)

Câmeras: "O raio-X de problemas da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) mostra que mais de metade das câmeras de monitoramento nas vias da cidade não funciona e quase 10% delas operam apenas de forma parcial." (FSP 13/04/08)

Semáforos: "Praticamente um em cada quatro cruzamentos segue com semáforos eletromecânicos, ultrapassados, que não permitem ajustes flexíveis. E menos de 20% da rede de semáforos inteligentes têm operado com sua função principal – abrir e fechar dependendo do fluxo." (FSP 13/04/08)

Comunicação: "Os problemas se estendem à comunicação entre as equipes da CET e com a população. Os marronzinhos têm ido para as ruas sem equipamentos para avisar sobre ocorrências que atrapalham a fluidez e são até orientados a ligar a cobrar de celular pessoal ou orelhão. A crise se agravou no final de 2007, com a interrupção dos contratos de palmtops – usados como celular ou rádio. As informações do trânsito recebidas ou dadas por telefone despencaram devido à extinção do serviço 194, que era exclusivo da CET. Desde então, os atendimentos foram desviados ao 156, que atende todos os serviços da prefeitura. As ligações, que beiravam 140 mil em 2003, limitaram-se a 20 mil em 2007." (FSP 13/04/08)

Não quero tomar partido de ninguém (isso é lá entre o Nataline e o Alckmin), mas como bem diz o vereador tucano: "A cidade, felizmente, tem memória".

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Mudando as mudanças

Ontem, o secretário Municipal de Transportes, Alexandre Moraes, falou ao Jornal da Tarde sobre as restrições que a prefeitura imporá ao tráfego dos chamados 'veículos pesados' pelas vias da capital paulista. Entre as medidas anunciadas está a imposição do rodízio para carretas e caminhões nas marginais Pinheiros e Tietê e na Avenida dos Bandeirantes, a partir de julho. Outro ato da prefeitura, esse já sacramentado em decreto, é o de proibir, a partir de 17 de junho, o trânsito desses mesmos veículos numa área de 100km² dentro do centro expandido, entre às 5h e 21h.

Ótimo para nós paulistanos, que sabemos que uma das causas dos engarrafamentos gigantescos que enfrentamos diariamente é justamente o grande número de veículos pesados que dividem com os ônibus e automóveis as cada vez mais estreitas vias de circulação da cidade. Pela lógica, quanto menos carretas e caminhões transitarem, menos engarrafamentos enfrentaremos.

Acontece que não se pode esperar muita "lógica" da atual administração, quando o assunto é a condução do trânsito. Desde que herdou de José Serra o cargo de prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab já foi e voltou em suas decisões relativas ao tema tantas vezes, que a gente nunca sabe o que é e o que não é pra valer (http://gritasp.blogspot.com/2008/04/o-zigue-zague-de-kassab.html).

Na mesma matéria do JT, o secretário Alexandre Moraes dá uma pista de que poder vir por aí um novo recuo na mais recente decisão do Executivo Municipal a respeito do trânsito da cidade. Depois de liberar os caminhões coletores de lixo, as betoneiras, os veículos que atendem às feiras livres e os caminhões de mudança da proibição de circular pelo centro expandido - abrindo tantas exceções que podem levar as medidas adotadas à ineficácia -, o secretário anunciou que o prefeito também estuda a possibilidade de liberar da proibição os caminhões mini-baús (veículos com até 6,3 metros de comprimento). Vamos aguardar pra ver se o prefeito não muda, mais uma vez, as mudanças anunciadas.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cimento "pesado" faz viaduto desabar

Está explicado o porquê da queda de parte do Expresso Tiradentes. Foi o "peso" do cimento que Kassab colocou na obra. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU) a prefeitura de São Paulo pagou 145% a mais que o preço de mercado em cada saco de cimento usado na construção do antigo "Fura-Fila".

A notícia está estampada de forma discreta no Estadão de ontem (04/05), mas ninguém da prefeitura é ouvido para explicar porque se pagou tão caro no cimento do Expresso Tiradentes.

Já que a prefeitura não explica, vamos aqui, no Grita São Paulo, tentar esclarecer os fatos para os paulistanos:

O Expresso Tiradentes é uma das muitas obras que têm recursos de fontes municipais, estaduais e federais em andamento em São Paulo. O governo federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinou, até o ano passado, R$72,8 milhões para a construção do antigo "Fura-Fila". O dinheiro federal vai para o caixa comum da obra, que é administrado pelo órgão responsável pelos serviços – no caso, a Prefeitura de São Paulo. Acontece que, quando recursos do Tesouro Nacional são usados, o Tribunal de Contas da União tem a obrigação de investigar se o dinheiro está sendo bem empregado e, ao fazer uma auditoria no Expresso Tiradentes, descobriu que o Município de São Paulo comprou cimento por um valor 145% mais caro que o preço de mercado.

Enquanto o prefeito Kassab ou seus assessores não explicam o que é que o cimento do Expresso Tiradentes tem de tão especial, fica para nós paulistanos uma certeza: que deve ter sido o peso desse cimento especial que fez uma parte do viaduto desabar.