A boa notícia sobre isso é que a Comissão Permanente de Administração Pública da Câmara de São Paulo aprovou, por unanimidade, solicitação do presidente da comissão, vereador Aurélio Nomura (PV), convidando o diretor de Infra-Estrutura da SPTrans, Pedro Pereira Evangelista, e o coordenador do setor de estrutura do Instituto de Engenharia de São Paulo, Nathan Levental, para prestarem esclarecimento a respeito a queda do trecho em obras do Fura-Fila. Também foram convidados os representantes das duas empreiteiras responsáveis pela obra.
Num relatório preliminar, técnicos da Prefeitura apontaram três possíveis causas: erro de projeto, equívoco no momento de colocação do concreto e desalinhamento do pilar que sustenta a estrutura que caiu.
Na opinião do engenheiro civil, especialista em estruturas e superintendente operacional do CREA-SP, Ademir Alves do Amaral, o motivo mais provável do incidente foi o excesso de peso da estrutura. "Nesse tipo de obra, construída em balanço, é preciso acompanhar constantemente o equilíbrio das estruturas. O mais provável é uma falha na concretagem, com excesso de peso de um dos lados da estrutura. Obras deste porte requerem cuidados e supervisão redobrados", sinaliza Amaral. Em outras palavras, foi barbeiragem e da grossa o que levou a estrutura do "Fura-Fila" à queda. Mas como tudo em São Paulo é possível, é bem capaz de, a exemplo do que aconteceu no desabamento das obras do metrô, aparecer um especialista estrangeiro que afirme ter sido uma pedra, que ninguém sabia que existia, o culpado.
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